Comunicação Pública

Organizadora: Maria José da Costa Oliveira

Artigo 1: Análise Político-sociológica do reencontro da sociedade civil brasileira com a cidadania e a democracia segundo a perspectiva da comunicação pública – Lara Andrea Crivelaro Bezzon.

– “Construir uma democracia não é tarefa fácil. Trata-se de um processo extremamente difícil, pois a pluralidade de objetos presentes na sociedade faz com que, necessariamente, as contradições entre práticas e discursos venham á tona, colocando em dúvida os próprios valores democráticos”. (pág. 18)

– “Segundo Ferreira (1993), a cidadania brasileira sempre foi mais passiva do que ativa, pois as instituições políticas desenvolveram formas de relacionamento com o povo no estilo burocrático – patrimonialista, com relações paternalistas favorecendo a formação de um imaginário social avesso aos princípios liberais”. (pág.18)

– “Dentro dessa perspectiva, o acesso e o direito à informação torna-se requisito básico para a construção da cidadania, pois só a socialização da informação poderá fornecer aos membros da sociedade civil a cidadania integral”. (pág.18)

– “Com a volta dos valores democráticos, o Brasil buscou, através da transição, apoio da sociedade civil, para que a própria democracia pudesse se consolidar”. – (pág. 20)

– “A democracia implica o reconhecimento da complementaridade entre representação política e participação direta”. (pág.21)

– Até a década de 80, o próprio regime de partidos políticos sofria alterações, em que, muitas vezes, o pluripartidarismo foi impedido (1937), voltou a funcionar (1945-1960) e trounou-se bipartidarismo (golpe militar de 64).

– “Clientelismo, populismo e vanguardismo vieram delinear uma estrutura político – partidária brasileira um total descrédito da sociedade em geral nos políticos e na política. Este será um dos fatores que propiciará durante o processo de redemocratização do país que grupos mobilizados pressionem o Estado na reivindicação de seus interesses”. (pág. 22)

– “O acesso e a informação tornam-se requisito básico para o exercício da cidadania. Isso exige transparência e fidedignidade nas informações veiculadas pelos meios de comunicação de massa para que a opinião pública possa formar-se democraticamente”. (pág. 23)

– “É a consciência adquirida sobre os direitos e deveres que leva o grupo a se organizar, elaborar estratégias de formulação de demandas e táticas de enfrentamento de oponentes”. (pág. 24)

– “Nesta direção, a luta dos movimentos organizados nas décadas de 70 e 80 no Brasil, no intuito de transformar em leis seus direitos, foi significativa enquanto exercício da participação política”. (pág. 24)

– “A organização da sociedade civil para a reivindicação de seus direitos, principalmente durante as duas últimas décadas, recolocou a cidadania na agenda política, questionando uma reapropriação do espaço público, abrindo horizontes para a presença participativa dos indivíduos cidadãos”. (pág. 25)

Artigo 2: Comunicação Pública e Ciência Cidadã – Graça Caldas

– O mais importante do artigo é a discussão em relação à necessidade do conhecimento para a libertação, para o exercício da cidadania.

– “…é necessário desenvolver mudanças culturais profundas no processo de parendizado da ciência e tecnologia”. (pág. 31)

– “Educação para cidadania: saber como aprender, como pensar é essencial para a construção da cidadania”. (pág32)

– Necessidade de uma visão pluralista para que haja um real aprendizado (reforma de pensamento).

– “Somente com a pluralidade da informação e a democratização do acesso, será possível a aquisição do conhecimento crítico e reflexivo”. – (pág. 39)

Artigo 3: Direito à Comunicação Comunitária, participação popular e cidadania – Cicília M. Krohling Peruzzo

– A criação dos meios de comunicação comunitários é um avanço ao estabelecimento da democracia (direito de liberdade de expressão) e à cidadania (direito de voz e de ação perante a sociedade. Ajudam a educar a população por meio dos seus conteúdos e de sua participação efetiva no processo de comunicação, além de ser uma forma de pluralizar os canais de comunicação.

– Possuem caráter de proximidade. Participação não só na recepção, mas na produção de informação é fundamental para a cidadania.

Artigo 4: A memória da comunicação: imprensa brasileira e o exercício da cidadania – Esther Caldas Bertoletti)

– Preocupação com a preservação de documentos históricos para a construção da memória coletiva, capaz de influenciar no exercício da cidadania.

– Coletar, armazenar e preservar as informações, para a construção da memória coletiva.

Artigo 5: Comunicação e espaço público na sociedade da informação: reflexões sobre a política contemporânea – Luciana Bernardo Miotto

– “Ser um indivíduo não significa necessariamente ser livre. A forma de individualidade disponível no estágio final da sociedade moderna, aliás comuníssima nesta última, é a década da individualidade privatizada, que significa essencialmente uma antiliberdade”. (Bauman, 2000, pág 70; pág. 102)

– “O espaço público da palavra e da ação é fundamental em um mundo no qual existem assuntos que requerem um debate público e não uma única verdade (o caminho de uma só verdade é depósito). Se ocorrer a perda do espaço público e o fim da palavra e da ação, então o caminho estará aberto ao totalitarismo. (pág. 103)

– Ação e discurso como formas fundamentais para a existência do homem. Só são praticados na esfera pública.

– Espaço público como o lugar onde os indivíduos, a partir de sua igualdade de direito à manifestação, mostra sua individualidade a partir de seu discurso.

– “A esfera pública, pelo fato de decorrer da ação e do discurso, possui caráter de potencialidade, não é uma entidade imutável nem mensurável como a força. A força e a qualidade natural de um indivíduo isolado, mas o poder só existe quando os homens agem juntos e desaparece quando se dispersam. O poder só é efetivado quando a palavra e o ato não se dissociam. Por isso, a perda do poder destrói as comunidades políticas já que ele mantém a existência da esfera pública”. (pág. 109)

– “Enquanto a informação é a base do atual modelo de desenvolvimento, faltam-lhe referências étnicas, normativas e filosóficas. E isso ocorre porque o espaço público da política perdeu seu real sentido: o de exercício da liberdade”. (pág. 112)

Artigo 6: Discursos e Imagens das Instituições Militares no Regime – Heloíza Matos

– “Para Zemor (1995, pág.23), as formas da comunicação pública se dividem em cinco categorias, todas tendo a informação como objetivo: responder à obrigação que as instituições públicas têm de informar o público; estabelecer uma relação de diálogo de forma a permitir a prestação de serviço público; apresentar e promover os serviços da administração; tornar conhecidas as instituições (comunicação externa e interna); e  divulgar ações de comunicação cívica e interesse geral”. (pág. 118)

Artigo 7: Percepções Sociais sobre a Publicidade de Entidades Públicas  – Gino Giacomini Filho

– As pessoas geralmente são contra propaganda política, pois acreditam ser um gasto desnecessário ou propaganda de políticos. Seu fim é proporcionar satisfação.

– “Ao mesmo tempo, a população torna-se mais exigente. Assim, diferentemente do passado, a relação cidadão/ consumidor com o órgão público passa pela implementação de estratégias de marketing, que procuram sintonizar oferta e mercado”. (pág. 113)

– Segundo Rego (2002 pág. 121- 123) afunção das propagandas políticas é:

– Gerar integração interna, ou seja, ajustamento organizacional para o público interno;

– Expressar a identidade por meio de uma comunicação que dê unidade e padrão à gestão;

– Lançar valores que expressem e difundam a cultura da gestão;

– Possibilitar o direito à informação;

– Orientar o discurso dos dirigentes;

– Mapear os interesses sociais a partir do feedback da comunicação;

– Orientar os cidadãos assumindo função educativa;

– Democratizar o poder, possibilitando o compartilhamento da informação;

– Promover a integração social ao agregar cidadãos e grupos em torno de um ideal;

– Ser um instrumento a serviço da verdade, assumindo função ética da cidadania;

– “É necessário que a sociedade e o governo tenham meios para avaliar o que se conquistou com o esforço publicitário, pois é necessário haver uma sintonia da agenda pública com a agenda publicitária”. (pág. 138)

– “Observamos que a publicidade de entidades públicas sofre duas barreiras importantes: as restrições de credibilidade do negócio publicitário e do próprio setor público, explicando em parte as restrições que a opinião pública tem para com essa prática”. (pág. 141)

 Artigo 8: Comunicador público entre o mar e o rochedo – Maurício Lara

– Aborda o fato de o comunicador público estar constantemente entre o mar e o rochedo, ou seja, sua função é tanto a de manter uma boa imagem de seu governo, quanto lutar pelos interesses da população, produzindo uma comunicação transparente, eficiente e que permita o acesso e a participação popular, como forma de garantir a soberania do interesse público.

Artigo 9: A cultura do lazer e o papel das Ongs: o exercício da cidadania – Vera Regina Toledo Camargo

– “A formação para o exercício da cidadania compreende, portanto, a internalização dos direitos e deveres, o reconhecimento da diversidade e o respeito às diferenças como conduta fundamental”. (pág. 164)

Artigo 10: A comunicação pública da dimensão ecológica em produtos e processos produtivos – Andreas Roberto Hoffman e Irani Marchiori

– “Para Lesly (1995), a s interações comunicativas com o público podem produzir benefícios tais como imagens favoráveis, maior coesão interdepartamental e uma ampliada acessibilidade das comunidades que acabam recebendo os impactos decorrentes das atividades produtivas”. (pág. 168)

Artigo 10: Comunicação Pública e os setores não-estatais – Maria José da Costa Oliveira

– Conceito amplo de comunicação pública: união entre governo, empresas, 3° setor e sociedade.

– “Pereira e Grau (1999, pág. 21) nos lembram que o espaço público deve ser entendiso como o que é de todos e para todos (…). Por sua vez, dentro do público pode-se distinguir entre estatal”. (pág. 188)

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